Do lado de fora
a curva
é uma extensão,
interrupção,
sequência de
corte,
elevação.
As formas
expiam interseções,
meninos brincam
e
a vida
violência
pulsa em silêncio.
sábado, 2 de junho de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Projeto 235 [5]
Escondo
sob o tapete
as filhas tardias
que o outono
esqueceu
no meu jardim.
Escondo
sob as pálpebras
cerradas
o que não abandono
no esquecimento.
Jogo oculto
devoro
brincar de esconder
decifração.
sob o tapete
as filhas tardias
que o outono
esqueceu
no meu jardim.
Escondo
sob as pálpebras
cerradas
o que não abandono
no esquecimento.
Jogo oculto
devoro
brincar de esconder
decifração.
domingo, 20 de maio de 2012
Projeto 235 [4bis]
Fiapos do teu ficar
no meu fluir.
Vestido de noiva
esfarrapado,
conto de fadas
dilacerado:
a língua de trapo?
A bruxa comeu!
no meu fluir.
Vestido de noiva
esfarrapado,
conto de fadas
dilacerado:
a língua de trapo?
A bruxa comeu!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Papeles inesperados
"Lo que me gusta de tu cuerpo es el sexo.
Lo que me gusta de tu sexo es la boca....
Lo que me gusta de tu boca es la lengua.
Lo que me gusta de tu lengua es la palabra"
[Julio Cortázar, Alfaguara, 2009]
As vezes copio palavras como se me tivessem sido destinadas.
Lo que me gusta de tu sexo es la boca....
Lo que me gusta de tu boca es la lengua.
Lo que me gusta de tu lengua es la palabra"
[Julio Cortázar, Alfaguara, 2009]
As vezes copio palavras como se me tivessem sido destinadas.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
@nônim@
Prisioneiro do efêmero
passageiro do imperfeito
joga com o acaso
de plagiar a dor do meu desvario.
Enquanto a alma cai
na rede do virtual
você me deflora
no chat do purgatório.
Decomposta em uma cópia infiel
flerto avec un chien
qui não me diz rien.
Una sopa de letrinhas
indigesta e cacofônica
acompanha o silêncio
da dor
que as lembranças despertam.
Balança aqui e ali
o teu despudor
com humor
e Ardor.
Será amor que fica a saudade?
passageiro do imperfeito
joga com o acaso
de plagiar a dor do meu desvario.
Enquanto a alma cai
na rede do virtual
você me deflora
no chat do purgatório.
Decomposta em uma cópia infiel
flerto avec un chien
qui não me diz rien.
Una sopa de letrinhas
indigesta e cacofônica
acompanha o silêncio
da dor
que as lembranças despertam.
Balança aqui e ali
o teu despudor
com humor
e Ardor.
Será amor que fica a saudade?
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Alma nua
O vazio vaga em mim
como uma alma penada.
A alma vaga em mim
como um vazio.
O vazio pena na minha alma.
A vaga alma em mim o vazio.
O vazio alma penada.
Reentrância de vazio.
Reincidência.
Caverna da alma, amores.
A alma traída destila vazio
Corpo ventre vaso
Continente oculto na vaguidão.
como uma alma penada.
A alma vaga em mim
como um vazio.
O vazio pena na minha alma.
A vaga alma em mim o vazio.
O vazio alma penada.
Reentrância de vazio.
Reincidência.
Caverna da alma, amores.
A alma traída destila vazio
Corpo ventre vaso
Continente oculto na vaguidão.
domingo, 11 de setembro de 2011
Dizer de mim
Dizer de mim o que não sei. Dizer.
Desdizer de mim o que não sigo. Contramão.
Enigma de mim o que desperdicei. Prazer.
Entender de mim o que senti. Traição.
Gritar de mim o que doía. Insensatez.
Sussurrar de mim o que amei. Ardor.
Murmurar de mim o que desejei. Cantiga.
Soar de mim o que transpirei. Loucura.
Arrebatar de mim o que guardei. Violação.
Vagar em mim o que possuí. Peregrinação.
Tatuar em mim o que cicatriza. Golpe.
Machucar o nervo. Tatuagem.
Recolher em mim o que sobrou. Destroços.
Respirar em mim o que expirou. Naufrágio.
Partir em mim o indivisível. Haraquiri.
Parir em mim o que não quer nascer. Florir.
Interromper em mim (o que quer seguir). Aborto.
Esculpir com desejo a dor. Sade. Esculpir a dor com desejo. Masoch.
Cultivar o belo. Narciso. Desejar o belo. Adriano. Desafiar o belo. Samurai.
Penetrar o vazio mortal. Necrofilia.
Desejar o selvagem (em mim). Zoofilia.
Não desejar a mulher (do próximo). Misoginia.
Navegar o mar intempestivo. Cais.
Viver o hiato da morte. Equilibrista.
Transgredir em mim a lei. Volição.
Afrontar a fronteira. Derrisão.
Vasculhar a lixeira. Desilusão.
Chafurdar na lama. Perversão.
Perdoar o crime de amor. Ilusão.
Esquecer a desilusão. Fantasia.
Matar o amor. Impulso.
Amor que mata. Inesquecível.
Desdizer de mim o que não sigo. Contramão.
Enigma de mim o que desperdicei. Prazer.
Entender de mim o que senti. Traição.
Gritar de mim o que doía. Insensatez.
Sussurrar de mim o que amei. Ardor.
Murmurar de mim o que desejei. Cantiga.
Soar de mim o que transpirei. Loucura.
Arrebatar de mim o que guardei. Violação.
Vagar em mim o que possuí. Peregrinação.
Tatuar em mim o que cicatriza. Golpe.
Machucar o nervo. Tatuagem.
Recolher em mim o que sobrou. Destroços.
Respirar em mim o que expirou. Naufrágio.
Partir em mim o indivisível. Haraquiri.
Parir em mim o que não quer nascer. Florir.
Interromper em mim (o que quer seguir). Aborto.
Esculpir com desejo a dor. Sade. Esculpir a dor com desejo. Masoch.
Cultivar o belo. Narciso. Desejar o belo. Adriano. Desafiar o belo. Samurai.
Penetrar o vazio mortal. Necrofilia.
Desejar o selvagem (em mim). Zoofilia.
Não desejar a mulher (do próximo). Misoginia.
Navegar o mar intempestivo. Cais.
Viver o hiato da morte. Equilibrista.
Transgredir em mim a lei. Volição.
Afrontar a fronteira. Derrisão.
Vasculhar a lixeira. Desilusão.
Chafurdar na lama. Perversão.
Perdoar o crime de amor. Ilusão.
Esquecer a desilusão. Fantasia.
Matar o amor. Impulso.
Amor que mata. Inesquecível.
Assinar:
Postagens (Atom)