Às vezes
Navego turbulências
É tempestivo.
Às vezes
Submersas intransigências
É digestivo.
Às vezes
Na superfície
Respiro
É afrodisíaco.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
[quem tem sussurros vai a Roma]
Uma palavra alvoroçada
Quer sair de dentro de mim,
transversa
Quer sinuosidade,
intempestiva
Quer vendaval,
calada
Quer rebelião,
prisioneira
Quer libertinagem,
estrangulada
Quer exalar tempestade.
Uma palavra sem dono
errante
Quer segredar.
Quer sair de dentro de mim,
transversa
Quer sinuosidade,
intempestiva
Quer vendaval,
calada
Quer rebelião,
prisioneira
Quer libertinagem,
estrangulada
Quer exalar tempestade.
Uma palavra sem dono
errante
Quer segredar.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
[23]
Estilhaço vidro
Com palavras
Que sangram
E singram
No mar
No ar
Cerol.
Palavras cortam
Dilaceram
Reparam
E no ar
Gaivotas
Bandeiras
Pandorgas
Esvoaçam passageiras
Mergulham marinheiras.
Com palavras
Que sangram
E singram
No mar
No ar
Cerol.
Palavras cortam
Dilaceram
Reparam
E no ar
Gaivotas
Bandeiras
Pandorgas
Esvoaçam passageiras
Mergulham marinheiras.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
[20]
Faça um barulho
tão alto
Que me impeça
de pensar.
Faça um movimento
tão brusco
Que me impeça
de reagir.
Faça uma curva
tão fechada
Que me obrigue a
derrapar.
Faça um carinho
tão ousado
Que me inspire
violar. Sofrer. Transpirar. Degustar. Gozar.
tão alto
Que me impeça
de pensar.
Faça um movimento
tão brusco
Que me impeça
de reagir.
Faça uma curva
tão fechada
Que me obrigue a
derrapar.
Faça um carinho
tão ousado
Que me inspire
violar. Sofrer. Transpirar. Degustar. Gozar.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
[19]
Um fio esticado
Entre aqui e lá
pulsa.
Um fio suspenso
Amarra e move
deseja.
Um fio atado
Nó e dó.
Um fio afiado
Dor e desatino
Do fiar.
Entre aqui e lá
pulsa.
Um fio suspenso
Amarra e move
deseja.
Um fio atado
Nó e dó.
Um fio afiado
Dor e desatino
Do fiar.
sábado, 18 de agosto de 2012
[16]
Escorre areia
Que sobre o tampo
Espano.
Calo o canto
Que no piano
Estampo.
De mim a fuligem
Da lembrança
Que sobra
Sobre a mesa
De jantar.
O vazio é um manjar
Que sirvo
Com elegância
De sobremesa.
terça-feira, 31 de julho de 2012
[13]
Pela fresta da tua roupa
O movimento
Desperdiçado
Perdido
Esvoaçante.
Entre os dedos da tua mão
O tempo
Desperdiçado
Perdido
Irreversível.
Nas dobras do teu vestido
O desejo
Desperdiçado
Entrecortado
Provocante.
E nas palavras
Jogadas ao léu
As flores mortas
Da paixão.
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